Aplicativo polêmico aparece na tela do dispositivo
Foto: AP
Trata-se de um aplicativo desenvolvido pelo engenheiro britânico radicado em Marselha Johann Levy que só pode ser instalado nos telefones da Apple por US$ 1,08 e que permite classificar as pessoas em função de serem ou não filhos de judeus ou convertidos na religião.
O polêmico aplicativo levou a ONG SOS Racisme a anunciar que denunciará seu criador à Justiça e solicitará ao fabricante americano - que aprova as aplicações antes de incluí-las em sua loja virtual - que a retire do mercado.
Dependendo da reação da Apple, a organização poderia também empreender ações legais contra a marca, informou o jornal Le Monde.
A SOS Racisme, cujas críticas foram ecoadas pela Liga Internacional contra o Racismo e o Antissemitismo (Lycra), considerou que o aplicativo vai contra o artigo 226-19 do Código Penal francês, que proíbe criar ou manter listagens na internet que classifiquem as pessoas em função de sua opção religiosa.
A legislação francesa contempla uma pena máxima de cinco anos de prisão e 300 mil euros de multa em caso de descumprimento. Por outro lado, o criador da aplicação, que declara ser judeu, afirma que não se trata de um programa antissemita, pelo contrário. Em declarações ao jornal France Soir, Levy explicou que "o objetivo é fornecer aos judeus um sentimento de orgulho ao verem que personalidades compartilham de sua religião".
"Os dados já estavam na internet e eu só os coletei", argumentou. O aplicativo permite buscar celebridades por nome ou categoria profissional, visitar as listas de "judeus mais populares", ver fotos e ler na Wikipedia a biografia da pessoa selecionada.

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