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 Mundo gay e religião: veja apps polêmicos para iPhone
21 de setembro de 2011 07h55 atualizado às 08h01

O jogo Phone Story foi retirado da loja de aplicativos por demostrar violência ou abuso de menores. Foto: Reprodução

O jogo Phone Story foi retirado da loja de aplicativos por demostrar violência ou abuso de menores
Foto: Reprodução

Frequentemente a Apple se vê envolvida em alguma polêmica com os aplicativos produzidos para iPhone e iPad. A empresa é conhecida pela rigidez na aprovação dos programas disponíveis em sua App Store, que ao contrário do Android não são disponibilizados aos usuários sem uma análise prévia, mas muitos desses softwares acabam passando pelo crivo da companhia e causando barulho depois de lançados.

Exemplos disso não faltam, como o aplicativo que queria "curar" homossexuais ou um jogo que consistia em descobrir, em uma lista de celebridades, quais eram judias. Separamos uma lista de aplicativos que, depois de liberados, causaram polêmica e obrigaram a Apple a voltar atrás e retirar os produtos de sua loja online - veja a galeria de fotos.

Além de normas técnicas, como a proibição de aplicativos que mostrem produtos da Apple escritos de forma errada (como Iphone ou iTunz), façam manipulação dos reviews de usuários ou não usem kits específicos determinados pela empresa, muitos aplicativos são proibidos por normas "morais".

A proibição de pornografia e nudez é uma dessas normas, o que levou revistas como a Playboy e a Sexy a não poderem desenvolver softwares com nudez para o iPad. Elas tiveram que recorrer a um site otimizado para tablets para poderem oferecer conteúdo sem censura para seus leitores.

Além disso, aplicativos considerados ofensivos, difamatórios ou que coloquem um grupo específico de pessoas em risco também são negados. Grande parte desses softwares são proibidos e nem chegam ao conhecimento do público, mas muitos outros aplicativos polêmicos acabam passando pelo crivo da Apple e causando barulho, fazendo a companhia ter que voltar atrás e retirar os programas da sua loja.

Terra
  1. Depois de receber um abaixo-assinado com mais de 146 mil assinaturas virtuais, a Apple decidiu remover o aplicativo Exodus Intenational, que falava em "curar" os homosexuais. O programa incluía vídeos, podcasts, notícias e blog que carregavam a mensagem "provendo apoio para indivíduos que querem se recuperar do homesexualismo", segundo a descrição

    Foto: Reprodução

  2. O aplicativo "Judeu ou não judeu?", que classificava personalidades em função de serem ou não judias gerou uma avalanche de críticas na França acabou sendo retirado da App Store no país. O motivo foi a violação do Código Penal francês, que proíbe criar ou manter listagens na internet que classifiquem as pessoas em função de sua opção religiosa. O programa segue disponível nos demais países

    Foto: AP

  3. No final do ano passado, durante a polêmica do vazamento de telegramas confidenciais das embaixadas americanas, a Apple também se envolveu no boicote ao WikiLeaks. O aplicativo do grupo para Iphone foi retirado da App Store por não cumprir leis locais e colocar indivíduos em perigo, segundo a companhia

    Foto: Reprodução

  4. Após dois meses na App Store, a Apple retirou o aplicativo Manhattan Declaration. Segundo a empresa, o app violou os termos por ser ofensiva para vários grupos de pessoas. O software convidava o usuário a se somar às campanhas contra a homossexualidade e o aborto como uma suposta enquete. Depois de responder o questionário, descobria-se que não era uma pesquisa, mas uma prova, com um resultado em que o correto era responder de acordo com crenças de grupos tradicionais cristãos

    Foto: Reprodução

  5. O jogo Phone Story foi retirado da loja de aplicativos por demostrar violência ou abuso de menores. O programa era uma crítica à própria Apple, e consistia em um jogo em que mostrava as diversas faser de desenvolvimento de um gadget. O game representava referências a trabalho escravo e, em uma das fases, o jogador tinha que salvar trabalhadores que se atiravam de telhados. A Foxconn, fabricante do iPhone na China, enfrentou polêmicas pelo elevado número de suicídio de seus funcionários

    Foto: Reprodução

  6. O aplicativo ThirdIntifada foi retirado da App Store a pedido do governo de Israel, que afirmou que o software incitava à violência. O programa, cujo nome significa "Terceira Intifada" - palavra que se refere aos levantes violentos de palestinos contra Israel nas últimas três décadas - tinha sido lançado havia alguns dias. O aplicativo encorajava seus usuários a compartilhar opiniões e organizar protestos contra Israel e foi retirado por ser ofensivo a um grupo de pessoas

    Foto: Reprodução

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