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 Japão: painel não vê problemas em auditoria na Olympus
27 de dezembro de 2011 13h22 atualizado às 13h28

Um painel que analisou a auditoria na Olympus após o escândalo contábil de US$ 1,7 bilhão não encontrou, até agora, nenhuma irregularidade no trabalho feito pelo braço japonês da Ernst & Young e questionou a precisão de uma investigação independente contra auditores. No entanto, o painel, formado pela Ernst & Young ShinNihon no começo deste mês admitiu que seus poderes de investigação eram limitados. As barreiras incluem a impossibilidade de questionar o primeiro auditor, a KMPG AZSA, que não quis participar da investigação.

"Nós enfrentamos certas limitações", reconheceu o líder do painel, o advogado Nobuo Gohara, em entrevista coletiva sobre a investigação, que os membros esperam concluir em fevereiro. "Não estamos na fase em que tudo está claro", acrescentou. A Ernst & Young montou o painel para responder às críticas de auditores sobre uma investigação independente da Olympus neste mês que mostrou como executivos da Olympus orquestraram um esquema contábil que durou décadas.

O painel que a Olympus formou destacou dois pontos no processo de auditoria: questionou se a transferência da KPMG à Ernst & Young tinha sido rigorosa e se foi apropriado para a Olympus registrar como "boa intenção" as ações preferenciais usadas para pagar uma alta comissão a consultorias sobre aquisições, o centro do escândalo.

O painel apontado pela Ernst & Young afirmou que a transferência foi realizada de acordo com as regulações contábeis que estabelecem quais questões devem ser levantadas e respondeu por que a mudança ocorreu. Não foi esclarecido, no entanto, se a Ernst & Young fez o necessário para acompanhar os sinais de alerta. "Nós não encontramos problemas na transferência em termos de normas", disse o membro do painel Toshifumi Takada. "No entanto, precisamos fazer mais checagens para saber se outras ações deveriam ter sido tomadas".

Reuters
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