Tecnologia

 
 

Notícias » Tecnologia » Tecnologia

 Internautas de todo o mundo protestam contra lei antipirataria
18 de janeiro de 2012 13h04 atualizado às 15h23

 Em protesto contra a lei antipirataria, a Wikipedia promoveu um 'blecaute' à sua versão em inglês. Foto: Reprodução

Em protesto contra a lei antipirataria, a Wikipedia promoveu um 'blecaute' à sua versão em inglês
Foto: Reprodução

O protesto organizado por diversos sites contra dois projetos de lei do Congresso dos Estados Unidos sobre a pirataria online ganhou a adesão de internautas de todo o mundo nesta quarta-feira. No Facebook e, sobretudo, no Twitter, os críticos das medidas repercutiram os protestos virtuais de mais 10 mil sites, entre eles o Reddit, Google, Wikipédia, Wordpress e Mozilla.

Nos Trending Topics mundial, os protestos contra as leis, conhecidas como SOPA (Stop Online Piracy Act - Pare a Pirataria Online, em inglês) e PIPA (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual) ganharam destaque. Expressões como "Imagine a World Without Free Knowledge" e "End Piracy, not Liberty" ("Imagine o mundo sem o conhecimento livre" e "Fim da pirataria, não da liberdade") figuraram entre os mais comentados.

A hashtag #STOPSOPA, uma das mais usadas pelos internautas, foi postada mais de 28 mil vezes nas últimas 24 horas, além de outros milhares de registros para demais expressões contra a lei.

Entre as principais críticas está a de que a proposta tornaria os grandes sites responsáveis pelos conteúdos protegidos por direitos autorais compartilhados por seus usuários. Como consequência, sites e blogs poderiam ser tirados do ar caso fosse suspeitos de violação desses direitos. "Se o #SOPA passar (no Congresso), não haverá Youtube, Twitter, Google, Wikipedia, Facebook e muitos outros sites que você ama usar. #PareSOPA" escreveu @Elma_Madero.

"Protestar contra o SOPA/PIPA não significa que você apoia a pirataria. Significa que você é a favor das leis existentes e contra a censura", argumentou @phollows. "SOPA é o equivalente a esmagar a imprensa de Gutenberg", disse @mathewi, que comparou o projeto de lei à prensa móvel criada por Johannes Gutenberg, que viabilizou no século XV a impressão de livros e a criação da imprensa.

Os internautas aproveitaram para pedir pelas redes sociais assinaturas para uma petição contra os projetos. Na contramão dos protestos, as produtoras cinematográficas, editoras, companhias farmacêuticas, entre outros setores, defendem as leis, e alegam perder bilhões de dólares por ano devido à pirataria.

Acompanhe em tempo real a repercussão dos protestos:

#StopSOPA


SOPA


#DayWithoutWikipedia


Terra
  1. Como prometido, versão em inglês da Wikipedia iniciou blecaute nesta quarta-feira

    Foto: Reprodução

  2. Na versão em português da Wikipedia, há um apelo contra os projetos do Congresso americano

    Foto: Reprodução

  3. O site de compartilhamento de notícias Reddit, que convocou o blecaute em protesto ao Sopa, aderiu ao apagão às 11h (horário de Brasília)

    Foto: Reprodução

  4. Google não aderiu ao blecaute, mas mandou mensagem ao Congresso americano

    Foto: Reprodução

  5. O link na página de buscas do Google para os Estados Unidos leva a um site especial para o dia do bloqueio com um gráfico mostrando quem já manifestou aos legisladores do país sua oposição aos projetos antipirataria

    Foto: Reprodução

  6. O músico brasileiro e ex-ministro da cultura Gilberto Gil aderiu à campanha e acrescentou a hashtag #SOPAblackoutBR com a explicação de que, apesar do projeto ser norte-americano, se for aprovado pode pressionar outros governos a criarem normas semelhantes

    Foto: Reprodução

  7. O Wordpress.org seguiu o movimento e está fora do ar. Na homepage, o site disponibiliza um vídeo sobre seu ponto de vista em relação ao Sopa e ao Pipa e forma de contato com os legisladores norte-americanos

    Foto: Reprodução

  8. Os cidadãos dos EUA que acessarem o Wordpress.org podem, por exemplo, ligar gratuitamente para o congressista em quem o votaram e tocar uma mensagem gravada pré-selecionada

    Foto: Reprodução

  9. No Wordpress.org há possiblidade também de enviar um e-mail ao congresso, com um texto pré-definido em que o usuário demanda a seu representante que "vote 'não' ao Sopa"

    Foto: Reprodução

  10. Usuários internacionais do Wordpress.org podem assinar uma petição online para se manifestarem contra os projetos de lei antipirataria

    Foto: Reprodução

  11. A Mozilla vestiu de preto a tela inicial do Google no navegador Firefox, e a logo do browser da raposa também ganhou uma tarja negra com os dizeres "parem a censura"

    Foto: Reprodução

  12. O TwitPic também vedou sua logomarca, colocando sobre ela o apelo "parem a censura"

    Foto: Reprodução

  13. O Flickr, rede social de compartilhamento de fotos, deu aos usuários a opção de "censurar" suas fotos e a de amigos. A mensagem na tela preta pode ser removida clicando no botão "ver a foto assim mesmo"

    Foto: Reprodução

  14. O KnowYourMeme, base de memes com explicações e exemplos dos hits da web, abre uma mensagem de alerta ao usuário, que pode saber mais sobre o protesto

    Foto: Reprodução

  15. Na página que o KnowYourMeme criou para quem se interessa pelo apagão, imagem simula o aviso que poderia estar em sites bloqueados pelo Sopa: "esta imagem viola direitos do PL 3261, S. O. P. A., e foi removida"

    Foto: Reprodução

  16. O site internacional da Campus Party traz em letras garrafais a inscrição "parem o Sopa", e na parte inferior da tela há, em letras menores, um link para o site da Mozilla sobre o projeto de lei

    Foto: Reprodução

  17. A revista de tecnologia Wired censurou a própria homepage com várias tarjas negras sobre as palavras, e inseriu um banner com os dizeres "Não censure a web". No canto inferior esquerdo é possível remover a "censura"

    Foto: Reprodução

  18. O site de notícias Huffington Post também adotou o preto para expressar sua desaprovação ao Sopa e ao Pipa: um quadrado negro ocupa quase toda a página inicial antes da "dobra" (sem rolar a barra) e um link leva ao editorial sobre o assunto

    Foto: Reprodução

  19. No Twitter, a logo da rede de blogs foi pintada de preto, e muitos posts do microblog simulam censura com tarjas pretas sobre as palavras

    Foto: Reprodução

  20. No site do Repórteres Sem Fronteiras usuário tem o controle de "tirar do escuro" a página que visita

    Foto: Reprodução

  21. A ONG Repórteres Sem Fronteiras, que luta pela liberdade de imprensa, aderiu ao protesto transformando a página inicial de seu site em uma mensagem que só aparece com o passar do mouse

    Foto: Reprodução

  22. A Electronic Frontier Foundation (EFF), grupo de defesa dos direitos civis na era digital, censurou a logo e inseriu um banner com os dizeres "Tome uma atitude! Diga ao congresso agora: parem com o projeto da lista negra!"

    Foto: Reprodução

  23. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) apoia a campanha com uma mensagem antes da abertura do site

    Foto: Reprodução

  24. Site Mega Não, do movimento brasileiro contra a Lei Azeredo, aderiu ao blecaute e usa imagem semelhante à da página de Gilberto Gil

    Foto: Reprodução

  25. Boing Boing tem homepage negra com mensagem em branco em que afirma que a legislação discutida no congresso norte-americano "com certeza nos mataria para sempre"

    Foto: Reprodução

  26. No site que concentra as ações em protesto ao Sopa e ao Pipa, o sopatrike.com, há códigos prontos para quem quiser aderir ao protesto - acima, um dos modelos oferecidos

    Foto: Reprodução

  27. O cineasta Michael moore também retirou do ar seu site na quarta-feira

    Foto: Reprodução

  28. Site da Turma da Mônica fica fora do ar por 24 horas

    Foto: Reprodução

/foto/0,,00.html