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 Hackers simulam volta do Megaupload para espalhar malware
20 de janeiro de 2012 15h25 atualizado às 20h47

Serviço de compartilhamento de arquivos foi fechado pela Justiça dos Estados Unidos. Foto: AFP

Serviço de compartilhamento de arquivos foi fechado pela Justiça dos Estados Unidos
Foto: AFP

Os hackers aproveitaram o interesse gerado pelo fechamento do site de downloads Megaupload para simular seu retorno com domínios que mascaram publicidade e malware (software maligno), informou nesta sexta-feira a empresa de segurança informática ESET.

Os hackers, que sabem a popularidade da página e do interesse dos internautas em encontrar alternativas para continuar baixando vídeos e músicas gratuitamente, aproveitaram este contexto para preparar "armadilhas" que levem os usuários a seus conteúdos. Para isso, estão gerando domínios falsos que simulam a volta tanto do Megaupload como do Megavideo, mas que, no entanto, os redirecionam a páginas com publicidade.

Os responsáveis da ESET alertaram em comunicado divulgado nesta sexta que a mesma estratégia pode ser utilizada também para propagar malware. A empresa também advertiu os usuários Premium que com o bloqueio do Megaupload ficaram sem o serviço e sem o dinheiro que pagaram por ele, visto que nos próximos dias poderiam receber por e-mail falsas mensagens pedindo dados bancários com o pretexto de reembolsá-los.

Entenda o caso
As autoridades dos EUA, incluindo o FBI (polícia federal americana) tiraram o Megaupload do ar e outros 18 sites afiliados no dia 19 de janeiro por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial" que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. As autoridades norte-americanas consideram que por meio do Megaupload, que conta com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas ingressaram cerca de US$ 175 milhões.

Megaupload Ltd., e outra empresa vinculada ao caso, a Vestor Ltd, foram indiciadas pela câmara de acusações do estado da Virgínia (leste) por violação aos direitos autorais e também por tentativas de extorsão e lavagem de dinheiro, infrações penalizadas com 20 anos de prisão. Embora tenham participado da operação, as autoridades da Nova Zelândia não devem apresentar acusações formais contra o Megaupload, apesar de considerar que a empresa também infringiu as leis sobre propriedade intelectual deste país.

Em resposta ao fechamento do Megaupload, o grupo de hackers Anonymous bloqueou temporariamente o site do Departamento de Justiça e o da produtora Universal Music, entre outros na noite de 19 de janeiro. De acordo com os hackers, foi o maior ataque já promovido pelo grupo, com mais de 5 mil pessoas ajudando.

O anúncio do fechamento do Megaupload ocorreu em meio a uma polêmica nos Estados Unidos sobre uma proposta de lei antipirataria, o Sopa, que corre na Câmara dos Representante, e o Pipa, que é debatido no Senado, contra as quais se manifestou, entre muitos outros, o site Wikipédia, interrompendo seu acesso no dia 18 de janeiro e o Google mascarando seu logo. O protesto foi chamado de apagão ou blecaute pelos manifestantes.

EFE
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