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 Protestos levam Bulgária a abandonar ato antipirataria ACTA
14 de fevereiro de 2012 14h04

A Bulgária decidiu não ratificar o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA), depois de um protesto de massa motivado pelo receio de que o documento reduziria a liberdade e encorajaria a vigilância na internet, disse o ministro da Economia, Traicho Traikov, na terça-feira. Mais de quatro mil pessoas saíram às ruas da capital, Sófia, no sábado, pedindo que o Parlamento não ratificasse o ato.

"Apresentarei uma proposta ao Conselho de Ministros para interromper o procedimento de adesão da Bulgária ao ACTA", disse Traikov a jornalistas. A decisão significa que a Bulgária não vai tomar nenhuma medida com relação ao acordo antes que os Estados-membros da União Europeia cheguem a uma posição unificada. Marchas similares atraíram milhares de manifestantes em todo o Leste Europeu, além de na Alemanha, França e Irlanda.

O ACTA visa reduzir o roubo de marca registrada e combater outras piratarias online, mas o acordo levantou preocupação, principalmente no Leste da Europa, sobre censura online e uma vigilância reforçada. Alguns manifestantes chegaram a compará-lo à vigilância usada pelos antigos regimes comunistas.

As negociações sobre o ACTA estão em andamento há vários anos. Alguns países europeus aderiram ao documento, mas ele ainda não foi ratificado por vários outros.

Reuters
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