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Tecnologia

 
 

Vício em novas tecnologias cresce entre jovens

19 de agosto de 2005 10h56 atualizado às 11h14

Álcool, tabaco, jogo, sexo e drogas: estas são as dependências mais conhecidas - e censuradas - pela sociedade. Mas há outros vícios comumente aceitos que podem ser igualmente nocivos: a dependência do celular, do computador, da Internet e até mesmo do trabalho. Fruto das novas tecnologias, essas manias não são tóxicas, mas reduzem a liberdade e alteram o comportamento social das pessoas. E vêm se tornando mais e mais freqüentes.

Como explica o doutor Otín Grasa, um dos profissionais que dirige o site espanhol adictosainternet.com, "no princípio, os usuários da rede eram empresários e profissionais, mas a população em geral foi aumentando gradativamente, sendo que os mais jovens correm maior risco de se tornarem viciados, especialmente os adolescentes".

As novas tecnologias não apenas tornam a vida mais fácil, mas também produzem mudanças nos costumes e hábitos sociais. Seu uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como ficar dependente do celular ou da Internet, que apareceram há pouco mais de dez anos - embora, em países como os Estados Unidos, tenham começado a surgir mais cedo.

Um dado importante é que o consumo excessivo destas tecnologias se encaixa dentro dos padrões da sociedade moderna e, por isso, o indivíduo não costuma ter consciência de seu problema de adição. Assim, as pessoas afetadas, mesmo que percam o autocontrole, não pedem ajuda até chegarem "ao fundo do poço" ou serem pressionadas pela família.

É verdade que isto não ocorre todos os dias. Mas é certo que as pessoas inseguras, imaturas, incapazes de resolver seus problemas, instáveis emocionalmente ou com tendência a buscar o prazer de forma imediata são as mais propensas a cair na dependência do uso da Internet ou do celular.

São maneiras perfeitas para fugir da realidade estressante e compensar, de maneira fictícia, essas carências. Assim, o que começa como uma solução acaba se convertendo em uma conduta obsessiva, que dá origem ao abandono das obrigações familiares, de trabalho e culturais. O problema, hoje, é que estas patologias são cada vez mais freqüentes entre os jovens.

O caso mais extremo das conseqüências que a dependência das novas tecnologias pode trazer aconteceu recentemente, quando um jovem de 28 anos morreu de ataque cardíaco depois de passar 50 horas seguidas jogando em um computador num cibercafé. De acordo com a polícia da cidade sul-coreana de Daegu, o rapaz passou suas últimas horas "pendurado" em um RPG de estratégia pelo qual estava obcecado. Parava apenas para ir ao banheiro até que seu coração não resistiu ao esgotamento.

Redação Terra