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Foxconn afirma que uso massivo de robôs não afeta sua fábrica

20 nov 2011
02h53
atualizado às 15h42
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A empresa taiunesa Foxconn, fabricante do iPhone e do iPad da Apple, diz que não vai promover demissões em massa por causa do uso massivo de robôs em suas unidades em 2012, apesar da introdução de 300 mil deles em suas linhas de montagem, assegurou seu presidente e fundador Terry Guo.

Em uma visita às instalações em Shenzhen, China, onde trabalham cerca de 400 mil funcionários da companhia, Guo afirmou que os robôs serão usados para trabalhos de rotina e de maior risco com o fim de aumentar a produtividade, o que "não afetará o quadro atual", em declarações à Xinhua.

Mas o presidente reconheceu que o setor manufatureiro mundial está em um dos seus piores momentos, pelo que as expectativas para 2012 na Foxconn são incertas. A Foxconn anunciou em julho que nos próximos três anos implantaria um milhão de robôs em suas fábricas na China, onde trabalham 1,2 milhão de pessoas.

O anúncio acontece em meio a uma onda de suicídios de trabalhadores da companhia, especialmente nas unidades de Shenzhen, o que levou muitos a concluir que com esta medida a Foxconn pretendia reduzir seu enorme quadro no gigante asiático, já que muitos culpavam a firma pelas mortes por causa das condições ruins de trabalho de seus funcionários.

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EFE   
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