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Robô confunde humanos e passa no teste de Turing pela 1º vez

26 set 2012
16h08
atualizado às 16h13
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No centenário do pai da computação, o matemático britânico Alan Turing, uma equipe da Universidade do Texas em Austin conseguiu o feito de ser aprovada no teste de Turing - que consiste em determinar se máquinas podem exibir comportamento inteligente, semelhante ao humano. Turing argumentava que nunca conseguiríamos observar a consciência hipotética de uma máquina, então a melhor maneira de medir a sensibilidade artificial seria ver se um robô consegue enganar as pessoas e fazer crer que ele é humano.

O robô UT^2 enganou jurados ao apresentar comportamento semelhante a jogadores humanos
O robô UT^2 enganou jurados ao apresentar comportamento semelhante a jogadores humanos
Foto: Jacob Schrum / Divulgação

Um jogador virtual provido de inteligência artificial criado por cientistas da computação venceu o BotPrize 2012, cujo tema - em comemoração ao 100 anos de nascimento do visionário - era "podem os computadores jogar como humanos?". O robô convenceu os juízes de que era mais humano do que metade das pessoas com quem competiu. A disputa ocorreu no mundo virtual de Unreal Tournament 2004, um jogo de tiro em primeira pessoa.

Na competição, os robôs participavam de um torneio e enfrentavam também humanos, com cada jogador tentando marcar pontos ao eliminar seus oponentes. Cada participante possuía uma arma extra, a "arma do julgamento", utilizada para marcar os adversários como humano ou robô, dependendo de seu comportamento. O robô UT^2 obteve uma taxa de humanidade de 52% e, ao lado de MirrorBot -, programado por um cientista romeno - dividiu o prêmio de US$ 7 mil.

"A ideia é estimar como podemos fazer robôs para jogos, que são controlados por algoritmos, parecer tão humanos quanto possível", disse o professor Risto Miikkulainen. "Quando esse 'teste de Turing para robôs de jogos' teve início, o objetivo era atingir 50% de humanidade. Demorou cinco anos para chegarmos lá, mas o nível foi finalmente alcançado na semana passada", afirmou.

O teste aplicado nessa competição desvirtua o propósito original da avaliação proposta por Alan Turing, representado atualmente pelo Prêmio Loebner. Originalmente, o teste busca determinar qual robô consegue reproduzir melhor as técnicas de conversação de um ser humano. Quatro juízes se sentam em frente a telas e participam de dois chats simultâneos durante 25 minutos. Em uma das janelas, está uma pessoa; em outra, uma máquina. A tarefa é identificar quem é quem. Se um robô conseguir enganar um jurado, seu criador vence o grande prêmio de US$ 100 mil - o que jamais aconteceu.

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Fonte: Terra
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