Morte de Steve Jobs
 
 

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 Steve Jobs nem sempre foi um astro da mídia
06 de outubro de 2011 19h23 atualizado às 19h57

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Veja uma das primeiras aparições de Jobs na TV

Pode ser que nos últimos tempos Steve Jobs tivesse os jornalistas comendo em sua mão quando apresentava seus almejados lançamentos da Apple, mas nem sempre sua atuação na mídia encantou, como demonstram antigas gravações de TV.

Enquanto se preparava para uma entrevista, em 1978, o jovem Jobs admite estar tão nervoso que preferia estar doente e se espanta de que as pessoas possam vê-lo ao vivo diante das câmeras, algo que seu iPad ajudaria a transformar em uma experiência corriqueira trinta anos depois.

"Olha isso. Olha, estou na televisão. Ei", diz, ao se ver em um monitor enquanto os assistentes do estúdio o preparam para aparecer ao vivo e colocam nele um fone de ouvido para que possa ouvir o entrevistador. "Não é incrível?", pergunta alguém ao barbudo Jobs que diz, entusiasmado: "é mesmo". Quando dizem que está vivo também nas telas de TV de Nova York, pergunta incrédulo: "De verdade? Fala sério?".

Jobs, que morreu na quarta-feira aos 56 anos, ficou famoso nos últimos anos por suas apresentações de iPods, iPhones e iPad para plateias seduzidas na sede da Apple, na Califórnia. Seus produtos emblemáticos, combinados com a internet, puseram ao alcance de milhões de pessoas comuns conversas ao vivo e com câmeras.

Mas na época daquelas antigas imagens, que a CNN voltou a exibir depois de sua morte, Jobs demonstrava ter problemas para controlar o nervosismo durante a entrevista.

Depois de perguntar, atropeladamente, se podia se levantar e caminhar quando estivesse pronto para a entrevista, Jobs pede um cópo d''água para depois decidir que precisa de uma pausa. "Tem que me dizer também onde fica o banheiro porque definitivamente me sinto mal e vou vomitar a qualquer momento", disse.

Steve Jobs morre aos 56 anos
O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. "Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou", dizia a nota à época.

A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Depois, em 2009, Jobs fez um transplante de fígado e ficou afastado da companhia que fundou ao lado do engenheiro Steve Wozniak por vários meses. Mesmo com as licenças, Jobs continuou ativo na tomada de decisões da empresa, chegando se reunir a portas fechadas com o presidente americano, Barack Obama, em fevereiro, e lançar o iPad 2, em março, surpreendendo ao subir ao palco para apresentar o produto.

Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.

AFP
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