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Vaticano homenageia Jobs: "visionário que uniu tecnologia à arte"

6 out 2011
13h46
atualizado às 14h26

O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, prestou homenagem nesta quinta-feira ao cofundador da Apple, Steve Jobs, que morreu na última quarta, aos 56 anos, "um visionário que uniu a tecnologia à arte".

Em editorial com o título "O talento do Sr. Apple", o jornal do Vaticano reconhece que "Steve Jobs é um dos símbolos e protagonistas da revolução informática, que transformou a mentalidade e a cultura do mundo".

"Não era nem um técnico nem um empresário. Também não era um designer, nem um matemático. Pirata ou pioneiro? A última palavra terá a História. Por ora, o que resta são suas geniais criações", concluiu o jornal.

O diretor da revista dos jesuítas italianos Civilta' Cattolica, padre Antonio Spadaro, também recordou o célebre empresário, "que permitiu a entrada da tecnologia em nossa vida diária".

"A maior contribuição que Steve Jobs nos deixou é a de sentir a tecnologia como algo que faz parte da vida de todos os dias. Deixou de ser um assunto apenas para técnicos", comentou, por sua vez, a Rádio Vaticano.

Steve Jobs morre aos 56 anos

O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. "Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou", dizia a nota à época.

A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Depois, em 2009, Jobs fez um transplante de fígado e ficou afastado da companhia que fundou ao lado do engenheiro Steve Wozniak por vários meses. Mesmo com as licenças, Jobs continuou ativo na tomada de decisões da empresa, chegando se reunir a portas fechadas com o presidente americano, Barack Obama, em fevereiro, e lançar o iPad 2, em março, surpreendendo ao subir ao palco para apresentar o produto.

Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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