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Segunda, 28 de fevereiro de 2005, 11h30 

WiMax pode oferecer novo desafio à banda larga

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Imagine um hotspot sem fio do tamanho de uma cidade ou de uma comunidade rural no interior dos Estados Unidos. Cidades e empresas norte-americanas estão estudando uma tecnologia emergente conhecida como WiMax, que possibilitaria a oferta de serviços sem fio de Internet de alta velocidade em áreas muito mais amplas do que um típico café com conexão WiFi.

O WiMax - citado como potencial adversário dos modems de cabo e outras formas tradicionais de conexão rápida com a Internet - foi projetado para gerar acesso à Web em áreas do tamanho de uma cidade, empregando redes de estações de rádio com alcance muito maior do que o sistema WiFi. Alguns operadores de banda larga vêm estudando o WiMax como forma de expandir suas redes, e os administradores de cidades planejam oferecer serviços de banda larga a baixo custo em lugares como parques ou bairros residenciais de baixa renda.

Redes desse tipo poderiam erodir o mercado de banda larga via cabo ou linhas telefônicas digitais (DSL). Mas a escassez de frequências de rádio adequadas e a ampla disponibilidade de linhas DSL e cabos poderiam prejudicar o crescimento do WiMax, pelo menos nos Estados Unidos, durante os próximos anos.

"O mercado de WiMax em outras geografias superará o da América do Norte", disse Charles Golvin, analista da Forrester, que acredita que o WiMax faça mais sentido em determinadas partes da Europa e nos países em desenvolvimento, onde a banda larga não é tão comum.

Empresas como a gigante dos chips Intel e fabricantes de equipamentos para redes como a Alcatel, Lucent Technologies e Alvarion planejam vender serviços WiMax. Versões iniciais do serviço, que possibilitam acesso à Internet de locais fixos, como por exemplo residências, devem chegar ao mercado no ano que vem.

Porém, os provedores de WiMax nos Estados Unidos exibirão cautela quanto ao tempo e local de suas operações. Se o sistema for acrescentado a um mercado com muitos competidores, o temor é que as margens de lucros despenquem tanto entre os provedores de WiMax quanto entre os de banda larga convencional.

"A competição cada vez maior na banda larga, pressão de preços e altos custos de aquisição de assinantes ameaçam derrubar as margens ainda mais", disse o analista Keith Nissen, da In-Stat, que espera somente 3 por cento dos usuários da banda larga em redes WiMax até 2009. Uma rede nacional com tamanho para abrigar os Estados Unidos custaria US$ 3 bilhões para ser construída, segundo estimativas da In-Stat.

Reuters
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