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Sexta, 4 de novembro de 2005, 16h47  Atualizada às 18h57

MIT mapeia usuários de rede sem fio em seu campus

AP

Aluna Sonya Huang posa em frente ao mapa iluminado que mostra o fluxo de usuários de Internet sem fio pela escola.
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Quer saber se tem alguma mesa livre na lanchonete do campus, ou se o seu canto preferido na biblioteca está desocupado? Você terá que ir até lá ver. Mas para os estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigiado MIT, a informação está à distância de um clique. A nova rede sem fio da universidade, estendida este mês para cobrir todo o campus, é capaz de informar com exatidão quantas pessoas estão logadas em qualquer lugar e hora. Ela revela até mesmo a identidade de um usuário, se este tiver optado por tornar o dado público.

Os pesquisadores do MIT desenvolveram mapas eletrônicos que rastreiam pelo campus, dia e noite, os dispositivos usados pelas pessoas para se conectarem à rede, sejam laptops, PDAs sem fio ou mesmo celulares equipados com tecnologia WiFi.

Os mapas foram mostrados esta semana no Museu do MIT, projetados sobre grandes retângulos de Plexiglas pendurados no teto. Eles também estão disponíveis online para os usuários da rede. Os pontos vermelhos em um mapa mostram a maior concentração de usuários sem fio no campus. Em outro mapa, pontos amarelos com nomes escritos sobre eles identificam usuários individuais.

"Com os mapas, você pode ver, de uma sala até o campus, quantas pessoas estão logadas", disse Carlo Ratti, diretor do SENSEable City Laboratory, que criou os mapas. "É possível até mesmo ver alguém indo de sala em sala se a pessoa estiver com um dispositivo conectado", explicou à Associated Press.

Os resultados não têm surpreendido muito os estudantes na vanguarda da inovação técnica. Os mapas mostram, por exemplo, que tarde da noite e bem cedo pela manhã a maioria das pessoas está logada a partir dos seus dormitórios. Durante o dia, a maior concentração está nas salas de aula. Mas os pesquisadores perceberam também que os laboratórios de estudo, antes cheios de estudantes, estão agora quase vazios: não precisando mais estar ligados a uma linha telefônica ou a um cabo de rede, estudantes vão a cafés e lugares próximos onde a comida e as cadeiras confortáveis são mais convidativas.

Os pesquisadores dizem que esses dados podem ser usados para melhor entender o quanto a tecnologia sem fio está mudando a vida no campus e o que isso significa em termos de planejamento de espaço e administração dos serviços. "A questão que se apresenta é: se eu posso trabalhar em qualquer lugar, onde eu quero trabalhar?"

Redação Terra