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5 erros bobos (e caros) que você comete com seus eletrodomésticos

12 mar 2017
09h56
atualizado às 17h31
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O fato de usarmos eletrodomésticos e utensílios de cozinha diariamente não nos torna especialistas no assunto.

Porta aberta e alimentos em locais errados fazem a geladeira consumir mais energia
Porta aberta e alimentos em locais errados fazem a geladeira consumir mais energia
Foto: iStock

Não importa com que frequência se use um ou outro aparelho, continuamos cometendo erros, muitos deles bastante comuns, que não nos deixam aproveitar todo o potencial destes aparatos - e pior, em certos casos acabam sabotando a vida útil deles.

Além disso, algumas práticas também aumentam o consumo de energia que usamos para mantê-los ligados - o que além de ter impacto na conta de luz e no meio ambiente, ainda sobrecarregam os aparelhos, facilitando que problemas apareçam e reparos sejam necessários.

Conheça cinco dos equívocos mais comuns:

1. Guardar alimentos em qualquer lugar da geladeira

Quem nunca ouviu falar que não se deve colocar nada que ainda está quente na geladeira? É provavel que você nunca tenha tentado colocar uma panela recém-tirada do fogo direto no seu refrigerador - mas deve guardar pratos que ainda não tenham esfriado totalmente com uma certa frequência.

O problema é que isso faz com que a temperatura da geladeira suba e gaste mais eletricidade - para manter os alimentos refrigerados, o aparelho vai ser pressionado a usar mais energia, e essa sobrecarga pode causar problemas.

Para não errar, guardar os alimentos já resfriados e no local correto dentro da geladeira podem fazer diferença.

A zona mais fria da geladeira, a cerca 2°C, é a prateleira logo acima da gaveta de verduras e legumes. Ali devem ser guardados os alimentos mais perecíveis, como carne ou peixe fresco.

Ovos, produtos lácteos, embutidos, pães e todos os produtos cuja etiqueta diga "Depois de aberto, conserve sob refrigeração" devem ser colocados nas prateleiras do meio, que registram entre 4°C e 5°C , e de cima (8°C).

Os compartimentos ou prateleiras da porta são os menos gelados (10°C a 15°C) e devem armazenar produtos que só precisam de uma ligeira refrigeração, como bebidas, molhos (como mostarda e ketchup), manteiga ou margarina.

Essa prática faz com que a geladeira não gaste energia extra - e sobrecarregue a capacidade - para resfriar os alimentos, o que pode contribuir para que o tempo útil dela seja maior.

2. Abrir o forno para checar se a comida está pronta

Nem todos os fornos são iguais: eles têm diferentes funções e opções de temperatura. Por isso, nem sempre conseguimos prever o tempo exato para cozinhar um prato.

Por isso, há o costume de abrir a porta do eletrodoméstico para checar como anda o processo. O problema: isso faz com que a temperatura interior baixe entre 25°C e 50°C. É o contrário do que acontece com a geladeira, e tem efeitos parecidos, já que para forçar o aumento de temperatura, o forno terá que forçar o consumo de energia, pressionando seu funcionamento.

"Cada vez que se abre a porta, perde-se um mínimo de 20% da energia acumulada", diz o IDAE (sigla em espanhol para Instituto para e Diversificação e Economia de Energia), da Espanha, em seu guia online para economia no lar.

Como consequência, o gasto de gás ou energia será maior, já que o forno ficará aceso por mais tempo.

Além disso, o órgão sugere desligar o forno antes do fim do cozimento, já que o calor residual será suficiente para acabar o processo.

3. Enxaguar pratos antes de colocá-los na máquina de lavar louça

É uma prática comum: quando os pratos estão muito sujos, muita gente os coloca debaixo da água na pia antes da máquina de lavar louça para não sobrecarregar o aparelho.

Embora seja recomendável retirar os resíduos das louças para evitar que eles fiquem presos nas tubulações, circulem pela lavagem e impeçam o bom funcionamento das lava-louças, a prática significa um gasto extra de água de, em média, 12 litros.

Para evitar isso, você pode eliminar os restos da comida com talheres ou guardanapos.

Estimativas apontam que o gasto da máquina de lavar louças responde, em média, por 8% de todo o consumo de energia no conjunto de eletrodomésticos de uma casa (246 kwh ao ano). Por isso, a pré-limpeza das louças facilita o ciclo de lavagem e não força o consumo de água ou energia extras.

A máquina de lavar louças só consome menos energia que a máquina de lavar roupas (255 kwh), a TV (263 kwh) ou a geladeira (662 kwh).

4. Colocar as colheres de 'cabeça' para baixo na máquina de lavar

Segundo o IDAE, lavar louças manualmente pode ser mais caro do que usar a máquina de lavar - especialmente para aqueles preferem a água morna ou quente.

Mas muita gente reclama de que os talheres não saem limpos da máquina de lavar louça e esse problema costuma ser causado por outro erro comum: não colocá-los da forma correta dentro do aparelho.

Para que fiquem limpos, é preciso que haja espaço entre os talheres - assim a água vai circular bem entre eles. Para isso, é preciso colocá-los nos cestos preparados especificamente para isso - eles podem bloquear a saída de água se dispostos em outros lugares.

As facas devem estar com a ponta para baixo (para evitar que você se machuque), mas colheres e garfos ficam na posição contrária, com as "cabeças" para cima.

Além disso, nunca é bom sobrecarregar o aparelho, como, por exemplo, colocando uma panela sobre a outra.

5. Encher a máquina de lavar roupa na ordem errada

Fabricantes e especialistas calculam que uma família encha até cinco máquinas de lavar por semana.

De tanto usá-la, é bem possível que você já saiba que convém separar a roupa branca das outras cores, para evitar manchas. Também deve saber que é importante separar tipos de tecido - já que alguns resistem a temperaturas mais altas do que outros.

Mas como encher o aparelho?

A primeira regra é: a máquina não deve estar nem entulhada, com as roupas prensadas enchendo todos os espaços, nem vazia, com muito mais água do que peças.

Para que se lave melhor, o mais indicado é colocar a roupa mais suja no fundo.

A lavadora é o terceiro electrodoméstico que consome mais energia - por isso, a quantidade de roupas colocada na máquina pode fazer a diferença: muita roupa vai sobrecarregar o aparelho e impedir o bom funcionamento, e menos roupa do que a capacidade por lavagem significa consumo excessivo de água, o que também pesa no bolso.

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