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Telefônica digitaliza coleção da revista histórica Sino Azul

18 mai 2010
13h49
atualizado às 16h52

A Fundação Telefônica lançou nesta terça-feira um site com a coleção da Sino Azul , pioneira revista da antiga Companhia Telefônica Brasileira (CTB), que prestava serviços de telefonia em grande parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também foi apresentado o livro Nas Capas da Sino Azul .

Telefônica digitaliza revistas históricas e lança site

O presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, recebeu convidados nesta manhã para apresentar o projeto. "É um patrimônio que precisa ser preservado. Um estudante de moda ou alguém que precise pesquisar como as pessoas se vestiam naquela época pode usar o arquivo como fonte", disse. Mindlin recepcionou os visitantes com um tour pela exposição "Tão longe, tão perto", que mostra a história das telecomunicações e vai até domingo na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Mais de 350 edições da Sino Azul - que tinha como público os funcionários da CTB - foram digitalizadas e já podem ser acessadas via internet (www.colecaosinoazul.org.br). A publicação acompanha a evolução das telecomunicações no país destacando, por exemplo, a introdução dos cabos submarinos, a comunicação por rádio ou o início do uso do telefone sem o auxílio de telefonistas. Em São Paulo, a publicação circulou entre os anos de 1920 e 1970.

Com o apoio da Lei Rouanet, de Incentivo à Cultura, a Fundação Telefônica, gestora do acervo histórico do Grupo Telefônica no Brasil, digitalizou o acervo com o objetivo de preservar e divulgar esta importante e ainda pouco conhecida coleção. Editada há mais de 80 anos pela CTB - que foi sucedida pela Telesp e pela Telefônica -, a revista pode ser considerada uma publicação pioneira como veículo de comunicação empresarial interna.

O projeto teve início com o processo de microfilmagem, de modo a garantir a sobrevivência da coleção. Uma cópia do material microfilmado será doado ao Arquivo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. O segundo passo foi a digitalização, seguido da indexação. Uma equipe de bibliotecários levantou os temas de cada edição e os catalogou para o banco de dados, permitindo a busca por uma série de assuntos e palavras-chave. O sistema de catalogação é baseado no padrão internacional Marc21, utilizados por grandes bibliotecas em todo o mundo.

Seja através das páginas de Sino Azul na internet ou do livro Nas capas da Sino Azul - doado a bibliotecas públicas de todo o Estado de São Paulo, à Biblioteca Nacional, a todos os CEUS da capital paulista, além de centros de cultura, museus e bibliotecas universitárias de todo o país -, é possível ao leitor recuperar imagens do passado, obter registros do cotidiano e de fatos de impacto mundial, como o desenrolar da Segunda Guerra, a construção do Cristo Redentor ou a inauguração do Estádio do Pacaembu.

A Sino Azul destaca-se também por sua longevidade. Com a criação do sistema Telebrás, dando surgimento à Telesp, a revista deixou de ser editada em São Paulo, onde foi substituída pela Entrelinhas . No Rio de Janeiro, a revista continuou sendo publicada, pela Telerj, até 1989.

Fonte: Redação Terra

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